Os anos passam, os governos transitam, mas aquele último Sábado de Janeiro continua a trazer filas ao Maus Hábitos para espreitar a obra do futuro proletariado da música nacional.
Uma rambóia teoricamente desaconselhável a partir de certa idade, mas onde ter os exames em dia ou olhar para o exemplo quinquagenário de uns Green Milk from the Planet Orange pode fazer a diferença no desfrutar do primeiro festival do ano.
Eis mais uma edição d’O Salgado Faz Anos… FEST!, a festa de anos que nunca envelhece e onde o cartaz é sempre uma janela com vista para o futuro da música portuguesa, sem com isso se deixar prender pelo fetiche da “novidade”. Afinal, se há coisa que aprendemos com a idade é que 1) a saúde é um bem-maior a ser preservado e que 2) a vida tem demasiados buracos a tapar para nos focarmos apenas num.
E se, por vezes (como parece ser o caso), ambas as alíneas confluem, que seja na promulgação de um cartaz fresco (“parece mais jovem do que nunca!”) e cada vez mais pensado e calculado (como manda o código da estrada da vida) ao longo de mais de 17 actuações que ocupam aquele famoso 4º andar da Invicta e que passam, com relativo sucesso, em vários diagnósticos:
DA IDADE, (que pouco conta, excepto para o exame da próstata e a renovação da carta do aniversariante) onde tanto vemos ali uns recém-nascidos Esquerda como uns doutorados como Pluto.
DO PESO, onde tanto figura um nome-certeza do ano transacto como foram (e são) os Them Flying Monkeys (disco nacional do ano na irrversivel.pt), como uns OKA, duo lisboeta que sobe ao mesmo palco sob ameaça de lhes copiarem a façanha em 2026.
DO BEAT, onde teremos a experiência de ver os MAQUINA trocar os instrumentos pelos cdj’s no dj set de fecho, ou de ver a dupla IBSxJAUR a destilar o electro-clash que 2026 pede e todos querem (mesmo que ninguém saiba).
DO PORTO, (sempre presente), onde as carrinhas vão a monte desde o Centro Comercial STOP até ao nº 178 da Rua Passos Manuel com o volante a cargo de especialistas locais como Cat Soup, Scatter ou Marquise….
Fechamos o anúncio de nomes com Alomorfia, Redoma, Inês Gouveia + Frederica Campos, miaw e Aquele Gajo Que Vem Sempre. Na mesma de discos, outro habitué: DJ A Boy Named Sue. Na Mupi Gallery proposta visuais de Eufémia.
Portanto, uma festa que tapa todos os buracos a preceito dos melómanos.
(Texto: Comunicação oficial do evento)
Sábado, 31 de Janeiro
21h00 – 06h00
bilhetes aqui
*Foto de capa © Inês Aleixo


